Marcos do desenvolvimento: Audição

Audição

Seu bebê já ouve bem desde que nasce, tirando os casos em que há alguma deficiência auditiva. Conforme cresce, ele vai usar o ouvido para absorver uma quantidade enorme de informação sobre o mundo que o cerca, o que por sua vez estimulará o cérebro e colaborará para conquistas no âmbito físico como sentar, virar, engatinhas e andar.

Quando se desenvolve

A audição do seu bebê estará totalmente madura ao final do primeiro mês de vida, mas vai demorar um pouco mais para que ele realmente entenda tudo o que está ouvindo.

Como se desenvolve

Desde que nasce, seu bebê presta atenção às vozes, principalmente as mais agudas, e responde a sons conhecidos (sua fala, uma história que ouve com frequência etc.). Também pode se assustar com barulhos fortes e repentinos.
Com 3 meses, o lobo temporal do bebê  que participa da audição, da linguagem e do olfato  fica mais receptivo e ativo. Por isso, ao ouvir sua voz, seu filho pode olhar diretamente para você e começar a fazer sons para responder. Mas falar e ouvir são atividades que podem cansá-lo. Nessa idade, se seu filho desviar o olhar ou perder a concentração enquanto você conversa com ele ou lê uma história, não é preciso se preocupar com possíveis problemas na audição. Pode ser só excesso de estímulo.  Com 5 meses, o bebê vai perceber a origem dos sons, e vai se virar sempre que ouvir um barulho novo. Crianças de 5 meses também são capazes de reconhecer o próprio nome  observe como seu filho olha para você quando você o chama, ou quando fala sobre ele com outras pessoas.

O que vem pela frente

A audição do bebê se desenvolve totalmente quando ele é bem pequeno, mas é importante detectar qualquer problema bem cedo. Uma boa audição é a base para o desenvolvimento da fala. Quando ouve os outros falarem, o bebê aprende o som das palavras e a estrutura das frases, coisas essenciais para a formação da linguagem.

O que você pode fazer

Muitas maternidades oferecem o chamado “teste da orelhinha”, a triagem auditiva neonatal, que não incomoda o bebê e pode ajudar a diagnosticar alguma deficiência bem cedo, amenizando as sequelas.  Além do exame, há muita coisa que você pode fazer para ajudar seu filho a se acostumar com sons novos e aprender com eles. Experimente recitar versinhos populares, cantar e tocar música para ele. Não há necessidade de se restringir a musiquinhas infantis. Você pode mostrar qualquer coisa ao seu filho, seja MPB, música clássica ou rock. Até um sino dos ventos pendurado na janela ou o tiquetaque de um relógio são suficientes para entreter o bebê  quanto mais variados os sons, melhor. Logo você vai perceber que seu filho prefere um tipo de som ao outro, quando ele começar a demonstrar seus primeiros gostos.

Ler para uma criança, não importa a idade, é sempre benéfico, pois ajuda o bebê a treinar o ouvido para a cadência da língua. Por isso vale a pena variar o tom de voz (grossa para o Lobo Mau, fininha para a Chapeuzinho Vermelho), dar ênfase em determinados trechos e acompanhar a leitura com gestos, o que vai tornar a experiência mais estimulante para vocês dois. Além disso, quanto mais você ler para seu filho e conversar com ele, mais sons e palavras ele vai aprender, no caminho certo para começar a falar.

Bebês de cerca de 4 ou 5 meses podem começar a observar sua boca com atenção quando você fala, e tentar imitar entonações e pronunciar sons consonantais como “m” e “b”.

Quando se preocupar

Os bebês são surpreendentes: conseguem (ainda bem!) continuar dormindo mesmo com o telefone tocando ou o cachorro latindo. É normal eles precisam dormir. Apesar de a grande maioria dos bebês escutar muito bem, algumas crianças apresentam déficits auditivos, em especial se tiverem nascido muito prematuras ou se sofreram privação de oxigênio ou alguma infecção grave ao nascer. Quando há casos de problemas auditivos na família, o risco de o bebê ter alguma deficiência nessa área é maior.
O normal é que, quando acordado e alerta e sem estar resfriado nem com dor de ouvido, que podem afetar a audição, o bebê se assuste com barulhos fortes e repentinos, acalme-se e olhe para você ao ouvir sua voz e pareça reagir aos sons que o cercam.
O “teste da orelhinha”, simples e rápido, verifica a audição de recém-nascidos e pode ser feito na própria maternidade. Hospitais públicos de várias regiões já oferecem o exame gratuitamente. Se seu bebê não fez o exame quando nasceu, converse com o pediatra. Também dá para avaliar a audição do seu bebê em casa, com os seguintes testes práticos:

  • Menos de 3 meses: Bata palmas por trás da cabeça do bebê. Se ele se assustar, está ouvindo bem. Se não, tente mais algumas vezes.
  • De 4 a 6 meses: Chame seu filho pelo nome e observe se ele vira a cabeça ou reage ao som da sua voz. Preste atenção se ele mexe os olhos e a cabeça para procurar de onde vem algum som interessante.
  • De 6 a 10 meses: Verifique se a criança reage ao próprio nome e a sons conhecidos do ambiente em que vive, como o toque do telefone ou o barulho do aspirador de pó.
  • De 10 meses a 1 ano e 3 meses: Peça ao seu filho que aponte para a imagem de alguma coisa conhecida em um livro (o “au au”, por exemplo). Se ele não conseguir, talvez não esteja escutando o pedido.

Se seu filho passou em todos esses testes mas você continua preocupada, confie no seu instinto de mãe e converse com o pediatra. O ideal é que eventuais problemas de audição sejam detectados o mais cedo possível. Segundo as pesquisas mais recentes, o uso de equipamentos para auxiliar na audição antes dos 6 meses de idade colabora significativamente para que essas crianças desenvolvam a fala e a linguagem.

Fonte: BabyCenter

10 dicas para cuidar do bebê recém-nascido

Sair da maternidade com o bebê no colo e levá-lo para casa é um momento de alegria, mas também de ansiedade, especialmente para as mamães de primeira viagem. Afinal, o pequeno requer cuidados em tempo integral. Keila Cristiuma, diretora da Sempre Materna, diz que é preciso respirar fundo e acreditar que é capaz. Ela ensina algumas dicas.

Cuidados com o bebê

1 – Não coloque o bebê para dormir no escuro. É importante que ele perceba a diferença de noite e dia para organizar melhor o sono.

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2 – Deixe o andamento da casa transcorrer naturalmente, sem privar o bebê disso. Aspirador de pó, rádio ou televisão fazem barulho e ele precisa se acostumar com isso.

3 – Tenha cuidado com os aquecedores de ambiente, que podem transformar o quarto do bebê num “forninho”, algo bastante perigoso e desconfortável para a criança. Busque a opinião do pediatra.

4 – Deixe álcool gel em vários pontos estratégicos da casa, para que você não se estresse com as visitas. Higienizar as mãos antes de pegar o bebê é fundamental, não só para visitas, mas também para os moradores.

5 – Não feche todas as janelas da casa. É importante que o ar seja trocado constantemente. Mas também não precisa ser uma ventania.

6 – Escolha a hora mais quente do dia para o banho do bebê, normalmente por volta de meio-dia. O banho deve ser dado no mesmo local em que o bebê será trocado, para evitar “golpes de ar”. Se for preciso, leve a banheira para o quarto.

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2 – Deixe o andamento da casa transcorrer naturalmente, sem privar o bebê disso. Aspirador de pó, rádio ou televisão fazem barulho e ele precisa se acostumar com isso.

3 – Tenha cuidado com os aquecedores de ambiente, que podem transformar o quarto do bebê num “forninho”, algo bastante perigoso e desconfortável para a criança. Busque a opinião do pediatra.

4 – Deixe álcool gel em vários pontos estratégicos da casa, para que você não se estresse com as visitas. Higienizar as mãos antes de pegar o bebê é fundamental, não só para visitas, mas também para os moradores.

5 – Não feche todas as janelas da casa. É importante que o ar seja trocado constantemente. Mas também não precisa ser uma ventania.

6 – Escolha a hora mais quente do dia para o banho do bebê, normalmente por volta de meio-dia. O banho deve ser dado no mesmo local em que o bebê será trocado, para evitar “golpes de ar”. Se for preciso, leve a banheira para o quarto.

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Fonte: http://bebe.bolsademulher.com/0-a-1-ano/materia/10-dicas-para-cuidar-do-bebe-recem-nascido/

Mitos e verdades nos cuidados com o recém-nascido

Bebês não devem ser colocados de lado para dormir

mitos-verdades-recem-nascidos-350Você está grávida e escuta diferentes opiniões sobre os primeiros meses de vida do bebê? Com alguns cuidados é possível curtir os momentos com a criança sem ansiedade. A seguir, confira respostas para os principais mitos e verdades sobre os cuidados com o recém-nascido:

1 – É preciso oferecer água ao recém-nascido, além do leite materno
Mito. De acordo com Mariana Zanotto Alves, especialista em cuidados com recém-nascidos, “durante os primeiros seis meses de vida, o bebê consome a quantidade necessária de líquidos ingerindo somente o leite materno. Oferecer água, chás ou outros líquidos pode fazer com que ele se sinta satisfeito precocemente e recuse o leite materno. Mães que possuem indicação médica para não amamentar e optam pelas fórmulas infantis também não devem ofertar água ao bebê”.

2 – O bebê precisa arrotar a cada mamada
Mito. Segundo Mariana Zanotto, colocar o bebê na posição vertical após mamar é especialmente importante quando o bebê sofre de refluxo, já que evita o retorno do leite e ácidos presentes no estômago: “Mas isso não significa que ele irá arrotar. Muitos bebês não arrotam após a mamada. Alguns podem eliminar os gases em forma de flatos. Neste caso, considere sua missão cumprida e não se preocupe”.

3 – Nas primeiras semanas de vida é preciso higienizar o umbigo do bebê com frequência
Parcialmente verdade. De acordo com o pediatra Fernando F. Martins, chefe da UTI Neonatal da Maternidade Perinatal Barra, limpar o local três vezes por dia é suficiente para evitar complicações. “Recomendo fazer a higiene junto com a troca de fraldas. O mais importante é manter o local limpo e seco, até que ele caia sozinho”. “Não aplique álcool no local e dobre a fralda na cintura, evitando que o umbigo fique coberto e possa infeccionar”, explica Mariana Zanotto.
4 – Bebês que tomam banho antes de deitar dormem melhor
Verdade. Mariana Zanotto explica que o banho ajuda a acalmar e relaxar o bebê, preparando-o para uma boa noite de sono. No livro “O Sono do meu Bebê” (Editora CMS, 104 páginas, R$33,90), a psicóloga Renata Soifer Kraiser explica que o banho é um verdadeiro acontecimento para o recém-nascido. Se incluído no ritual noturno diário, o banho ajuda a separar o dia da noite. Com o tempo, o bebê será condicionado a entender que está na hora de se preparar para adormecer.
5 – É preciso ter muito cuidado para não bater a moleira do recém-nascido
Verdade. “Evitar impacto na moleira é essencial, já que a região é frágil. Não aperte o local ou chacoalhe a criança com movimentos bruscos, sob o risco de afetar o cérebro do bebê”, orienta Mariana Zanotto. Ela lembra que lavar a cabeça do recém-nascido, fazer carinho ou pentear os cabelos com uma escova própria são atitudes totalmente seguras.

6 – Alimentos ingeridos pela mãe podem causar cólicas em bebês amamentados no seio
Mito. O desconforto é normal, já que o sistema digestivo do bebê está em formação. Segundo o pediatra Fernando F. Martins, “não há comprovação de que algum alimento possa causar cólicas em bebês alimentados apenas com leite materno. Mas não recomendamos a ingestão de alimentos ricos em cafeína, como mate, chá preto e café, que podem deixar a criança mais agitada e sem sono”.
7 – Não existe perigo em furar a orelha de meninas recém-nascidas
Parcialmente mito. Para Mariana Zanotto, sempre que a pele é perfurada existe risco de infecção. “Muitos médicos americanos recomendam aguardar até que a criança complete quatro anos de idade, quando ela já entende que não pode puxar o brinco ou colocar a mão suja na orelha que acabou de ser furada. Se a mãe fizer muita questão, recomendo fazer com um profissional de confiança e usar brincos antialérgicos”, diz a especialista em cuidados com recém-nascidos.
8 – O bebê deve dormir de lado para evitar o refluxo
Mito. “A posição lateral compromete a circulação de ar e não é segura para o bebê dormir. O recém-nascido sempre deve ser colocado para dormir com a barriga para cima. Estudos recentes comprovam que este ato simples diminui em até 70% as chances que o bebê sofra a Síndrome da Morte Súbita Infantil, quando uma criança saudável morre sem causa aparente no primeiro ano de vida”, orienta Mariana Zanotto.

Fonte: http://gnt.globo.com/maes-e-filhos/noticias/Mitos-e-verdades-nos-cuidados-com-o-recem-nascido.shtml

Como limpar o umbigo do bebê

Uma das principais preocupações das mamães é com a limpeza do umbigo do bebê, ou melhor, do coto umbilical, que tem um aspecto gelatinoso, esbranquiçado e mole. “Nos primeiros dias o cuidado precisa ser maior e a limpeza do coto umbilical deve ser feita com hastes flexíveis umedecidas em álcool 70% a cada troca de fraldas, devido à maior exposição por não estar ainda cicatrizado”, explica o pediatra Rogério Almeida, do Hospital e Maternidade Brasil, da rede D’Or São Luiz.

Cuidados com o umbigo do bebê

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Com o tempo, o coto torna-se mais escuro e ressecado da ponta para a raiz. A média até que o umbigo caia é de sete a 15 dias. O médico diz que, durante esse período de cicatrização do umbigo, deve-se evitar enfaixar ou fazer curativos fechados. Também não devem ser utilizados medicamentos no local e, principalmente, objetos como moedas, que podem causar infecções.

Após o banho, a melhor forma de enxugar a região do umbigo do bebê é com uma gaze limpa, palpando o coto umbilical até que fique totalmente seco. Em casos de sangramento, secreção ou mau cheiro, um médico deverá ser consultado para avaliar o caso.

Fonte: http://bebe.bolsademulher.com/0-a-1-ano/materia/como-limpar-o-umbigo-do-bebe/

A respiração do bebê –> o que é ou não normal

Fico sempre na dúvida se devo ir ao quartinho do bebê para checar a respiração dele durante a noite. É necessário fazer isso?

Muitos pais, especialmente os de primeira viagem, costumam verificar várias vezes por noite se o bebê está respirando normalmente. Não há regra nesse caso, e você deve olhar seu filho tantas vezes quanto quiser — o que fará de você uma mãe absolutamente normal!
Porém, tantas idas e vindas tendem a acabar com seu sono, assim como cansar o bebê (especialmente se você ficar mexendo nele para checar). Talvez seja tranquilizador saber que as crianças passam por muitos estágios de sono, incluindo fases em que ficam praticamente imóveis. Com o tempo e a experiência, você vai acabar se acostumando, e aos poucos aquelas visitas noturnas para conferir se o bebê está respirando direitinho vão ser menos frequentes.

Como é a respiração normal de um bebê durante a noite?

A respiração dos recém-nascidos varia de rápida e profunda a mais vagarosa e superficial. Esses ciclos podem ter intervalos de alguns segundos e depois retomam um ritmo progressivamente mais intenso. Isso é normal e acaba mudando para um padrão regular de respiração, às vezes com a presença de suspiros, nos primeiros meses de vida. Para se tranquilizar de que a respiração do seu filho está normal, veja a seguir três rápidas maneiras de checar:

Ouça. Coloque seu ouvido próximo à boca e ao nariz do bebê, e procure ouvir os sons da respiração.

Olhe. Abaixe-se para que seus olhos fiquem na altura do peito do bebê e acompanhe então o sobe-e-desce do corpinho dele.

Sinta. Aproxime sua bochecha da boca e do nariz do bebê e sinta a respiração dele contra a sua pele.

O uso de babá eletrônica às vezes pode preocupar mais que tranquilizar. É natural que o bebê faça barulhinhos ao dormir, e o aparelho amplifica os sons, fazendo com que os pais vão a toda hora ver se está tudo bem com a criança — o que acaba atrapalhando o sono de todo mundo. Se o quarto do bebê for próximo ao dos pais, a babá eletrônica não é estritamente necessária, pois o choro de verdade será ouvido. Avalie se o aparelho está mais ajudando ou atrapalhando.

Fonte: http://brasil.babycenter.com/a1500218/a-respira%C3%A7%C3%A3o-do-beb%C3%AA—-o-que-%C3%A9-ou-n%C3%A3o-normal

Saiba para que serve o teste do pezinho e outros exames neo-natais

exames preventivos detectam uma série de doenças

Pezin350A lista é pequena, mas é uma contribuição gigante para a saúde dos recém-nascidos: teste do pezinho, da orelhinha, do olhinho, do coraçãozinho e do quadril, além da tipagem sanguínea, são exames feitos no bebê que diagnosticam doenças graves e salvam vidas.

Hoje, Dia Nacional do Teste do Pezinho, confira abaixo os seis exames mais importantes para serem feitos no bebê recém-nascido:

  • 1
    Teste do pezinho
    Os tipos mais comuns de exames do pezinho são o básico e o ampliado, na qual mais de 40 doenças podem ser detectadas nos exames. No teste do pezinho básico, quatro doenças são diagnosticadas: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, hemoglobinopatias, como a anemia falciforme, e a fibrose cística. Na fenilcetonúria, assim como no hipotireoidismo, se não houver tratamento nos primeiros 30 dias de vida, ocorrem deficiências intelectuais graves no bebê, como o retardo mental. É identificando as hemoglobinopatias, doenças do sangue, que o médico consegue combater a anemia falciforme, enquanto a fibrose cística, conhecida como suor salgado, altera o sódio no organismo.

    “A fibrose cística gera acúmulo de muco no pulmão e no pâncreas, deixando as secreções mais espessas fazendo com que os órgãos passem a ter problemas em suas funções”, explica a médica geneticista da APAE São Paulo Flávia Balbo Piazzoni. Segundo ela, o teste do pezinho dá respostas mais exatas antes dos sintomadas aparecerem, como a falta de peso. “Nos primeiros 10 dias de vida, o bebê perde e depois começa a ganhar peso. Por volta do primeiro mês, ele tem que recuperar todo o peso de nascimento e ganhar mais. Nas crianças com fibrose isso não acontece“, explica a médica. E se o teste básico já traz grande alívio aos pais, com o exame ampliado a segurança é ainda maior, mesmo não sendo gratuito no Sistema Único de Saúde.

    “Brincamos dizendo que o teste do pezinho ampliado é o primeiro grande presente que os pais podem dar aos filhos, pois mostra a triagem de mais de 40 tipos de doenças”, diz Flávia, ressaltando que para realizar o teste do pezinho é preciso que o bebê tenha 48 horas de vida e tenha sido amamentado. “Mas não é preciso que o bebê esteja sendo amamentado ou tenha acabado de mamar”, reforça. Segundo a APAE, o exame do pezinho ampliado pode custar entre R$225 e R$425, dependendo da complexidade dos resultados.

  • 2
    Exame do reflexo vermelho, ou do olhinho
    Na triagem, o médico consegue detectar rapidamente a presença de doenças como catarata ou glaucoma congênitos e outras patologias oculares. Usa-se um oftalmoscópio, que ilumina a retina da criança devendo assim refletir a cor vermelha. Se não houver o reflexo, de acordo com o chefe da Pediatria do Hospital Balbino (RJ) e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) Antonio Carlos Turner, é porque há alguma obstrução ou fechamento da retina. “Toxoplasmose, sífilis ou citomegalovírus são doenças que podem causar esses problemas nas crianças”, explica. É um exame obrigatório e deve ser feito logo no primeiro dia de vida.
  • 3
    Exame da orelhinha
    Feito, normalmente, no segundo dia de vida do bebê, o diagnóstico auditivo Bera detecta problemas na audição da criança. Rápido e indolor, o rastreamento da surdez congênita deve ser realizado após o nascimento ou em até 30 dias de vida. “A criança que não escuta bem não se desenvolve bem, não desenvolve linguagem, comunicação, aprendizado. O diagnóstico precoce oferece maneiras de reverter o quadro, como a realização do implante coclear. É um exame com fonoaudiólogo, obrigatório, mas não é facilmente encontrado nos hospitais“, explica Turner.
  • 4
    Exame do coraçãozinho
    Com a colocação do oxímetro no dedo da mão ou do pé do bebê é possível avaliar a saturação de oxigênio que a criança tem após o nascimento. “Saturações muito baixas podem detectar uma cardiopatia congênita grave, a cianótica. É realizado, normalmente, no segundo dia de vida“, explica Antonio Turner.

    Depois que a criança nasce, a circulação muda totalmente. Antes, o bebê era oxigenado pela placenta e agora passa a ser pelo próprio pulmão. Nessa transição há grandes mudanças, desde a hemoglobina fetal para a hemoglobina adulta, e algumas comunicações durante a vida fetal entre os lados direito e esquedo do corpo, que fecham depois de alguns dias. Quando se fecha, a criança pode apresentar uma cardiopatia que estava escondida atrás disso tudo”, complementa o pediatra do Hospital Samaritano de São Paulo Francisco Lenbo. O exame é um dos mais importantes, já que pode acontecer de o bebê ter alta e complicações cardíacas graves em casa.

  • 5
    Exame do quadril
    É realizado ao observar uma espécie de estalo, ou clique, que ouve-se quando o médico faz a manobra de Ortolani na articulação femural da criança. “Esse clique pode significar uma luxação do quadril, já que a cabeça do fêmur que está encaixada na bacia tem que estar normal. Se estiver deslocado, precisa ser corrigido nos primeiros meses de vida“, orienta o pediatra do Samaritano de São Paulo.

    Segundo ele, se for detectado o problema é necessário realizar um ultrassom no quadril do bebê para saber se há o deslocamento real, ou não. “O sintoma só aparece quando a criança começa a andar, pois enquanto ela não anda não há sintoma algum. Quando a criança anda, ela começa a mancar. Nesta fase, o problema já está consolidado e uma perna vai ficar menor do que a outra. É de dificil correção e há necessidade de fazer uma cirurgia, mas ainda assim dificilmente fica normal”, orienta Francisco Lenbo.

  • 6
    Exame de tipagem sanguínea
    Realizado apenas para saber a tipagem do sangue do bebê, é importante para certificar ainda o fator Rh do sangue do bebê caso ocorra alguma ocorrência médica de urgência.

Como cuidar do umbigo do bebê

Por que os bebês ficam com o coto do cordão umbilical?

O cordão umbilical ligava o bebê à placenta dentro do útero, e era o responsável pelo transporte dos nutrientes e do oxigênio necessários à sobrevivência dele.

Quando o bebê nasce, o cordão umbilical é cortado, num procedimento indolor, e um pedacinho (o coto) de 2 a 3 centímetros ainda fica ligado à barriga do recém-nascido.

Quanto tempo o cordão vai demorar para cair?

Entre 10 e 21 dias depois do nascimento, o coto umbilical vai secar, ficar preto e cair. No lugar dele fica uma pequena ferida, que leva de uma semana a 10 dias para cicatrizar.

O dia da queda do umbigo varia muito de criança para criança. Às vezes, o cordão pode demorar até mais do que 21 dias para cair, sem que haja maiores problemas. Em caso de demora, contate o pediatra da criança só para ter certeza de que tudo está correndo como o esperado.

O umbigo precisa de algum cuidado especial?

O coto umbilical tem de ser mantido limpo e seco para evitar infecções. Bactérias que vivem naturalmente em nossa pele podem provocar infecções no coto.

Em regiões sem condições de higiene, a contaminação do coto umbilical pode levar ao tétano, uma infecção muito perigosa para recém-nascidos.

Os médicos brasileiros costumam orientar as mães a passar um cotonete com álcool a 70% (vendido nas farmácias) no coto, em todas as trocas de fralda, e deixá-lo secar naturalmente. Você pode cobrir o coto com a fralda, quando ele estiver bem sequinho, mas não coloque nenhum tipo de faixa.

Lave sempre as mãos antes de cuidar do umbigo. Também lave as mãos antes e depois da troca de fralda.

Se o coto ficar sujo de cocô ou xixi, limpe-o bem com água e sabão ou só com água. Como o cocô do bebê é gorduroso, é melhor usar sabonete para eliminá-lo. Depois aplique o álcool.

Em outros países, o cuidado com o umbigo pode ser diferente. Em alguns, a orientação médica é de não passar nada no umbigo, nem álcool, para que ele seque mais rápido. Em outros lugares, a recomendação é de não molhar o coto, portanto não se dá banho no recém-nascido enquanto o umbigo não cai.

No Brasil, porém, os especialistas indicam o banho desde o primeiro dia de vida, sem problemas. Basta secar bem o coto e passar o álcool antes de fechar a fralda.

Está saindo do umbigo uma secreção que parece pus. É perigoso?

É normal que o coto tenha algum tipo de secreção amarelada, até parecida com pus, mas isso não significa que ele esteja infeccionado. A secreção pode ter um leve cheiro desagradável.

Também é normal aparecer um pouquinho de sangue na fralda ou na roupinha que tiver ficado em contato com o coto.

Se você estiver preocupada com a aparência ou com o cheiro do coto, peça para o médico dar uma olhada.

Com o que devo me preocupar?

Procure o médico se:

• O bebê tiver febre, ficar letárgico (quietinho demais), começar a mamar pouco ou parecer não estar bem.

• O umbigo e a área em torno dele estiverem inchados ou vermelhos.

• O coto umbilical ficar inchado ou com mau cheiro muito pronunciado (um pouco de cheiro menos agradável é normal).

O umbigo caiu, mas ficou uma feridinha. O que faço?

Depois que o coto cai, demora ainda entre sete e 10 dias para o umbigo cicatrizar completamente. Pode ser que apareça um pouquinho de sangue na fralda, o que é normal.

Continue limpando com o álcool 70%, várias vezes ao dia.

Às vezes, o umbigo leva mais tempo para cicatrizar, e pode aparecer uma carne esponjosa no local. Desde que não haja mau cheiro ou sinal de infecção, não há razão para se preocupar, esse tecido logo vai desaparecer.

Se o umbigo continuar sangrando, fale com o pediatra, porque ele pode cauterizar o local com nitrato de prata.

Depois que o coto caiu, o umbigo ficou alto. O que é isso?

Quando o umbigo da criança fica saltado, é provável que se trate de uma hérnia umbilical. As hérnias umbilicais são muito comuns e podem afetar até 20 por cento dos bebês. Normalmente elas não exigem tratamento e se resolvem sozinhas.

Converse com o pediatra do bebê. Ele vai acompanhar a hérnia nas consultas até depois do primeiro aniversário da criança, para aí sim decidir se é necessário algum tratamento ou não.

Nunca coloque nada sobre o umbigo do bebê para “deixá-lo para dentro”.

Fonte: http://brasil.babycenter.com/a1500190/como-cuidar-do-umbigo-do-beb%C3%AA