Saiba qual a importância do parto eletivo após 39 semanas

O risco de morte do bebê que nasce antes de 39 semanas é maior do que aqueles que chegam ao final da gestação

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O parto eletivo é aquele marcado com antecedência. Ele pode ser vaginal ou abdominal (cesária) e deve ser realizado entre a 39ª e a 41ª semana de gestação. Um estudo publicado na revista Obstetrics & Gynecology revelou que antes de 39 semanas há risco de morte para o bebê.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas de uma organização não governamental, que lidera campanhas nos Estados Unidos para evitar nascimentos prematuros, a March of Dimes Foundation, analisaram mais de 46 milhões de nascimentos, usando dados do National Center for Health Statistics U.S.

O resultado mostrou que a taxa de mortalidade infantil era de 1.9 para cada 1.000 bebês nascidos na 40ª semana de gestação e subia para 3.9 para aqueles nascidos entre a 37ª e a 39ª semana. Ansiedade, medo de que aconteça algo com o bebê, tocofobia (medo das contrações do parto), conveniência social (poder escolher a data), dificuldade de achar posição para dormir, dores e inchaço são atribuídos pelas mães como motivos para adiantar o parto.

Um bebê que nasce entre 37 a 39 semanas tem menor chance de morrer do que se tivesse nascido de 35 ou 36 semanas. Porém, ele corre o risco de precisar de mais recursos como: UTI Neonatal, suportes ventilatórios e até mesmo de ter déficit neurológico por nascer antes do tempo previsto, quando comparado com os que nasceram após 39 semanas.

Segundo o ginecologista e obstetra Eduardo Cordioli, até mesmo a ressonância do cérebro do bebê que nasce de 39 semanas é diferente em relação ao bebê que nasce de 37 semanas. “Há uma alteração no volume da superfície cortical do cérebro, o que mostra que o bebê que nasce após 39 semanas pode ter um melhor desenvolvimento neurológico.”

Hoje, a Associação Americana de Ginecologia e Obstetrícia orienta os ginecologistas de que entre 37 e 39 semanas o termo (feto) é considerado precoce, e de 39 a 41 semanas é a época ideal para o nascimento, com menores complicações. Já um bebê que nasce de 34 a 36 semanas tem duas vezes mais risco de necessidade de escola especial e paralisia cerebral.

“O agendamento social, seja ele feito pelo médico ou pela mãe, deve ser revisto, pois marcar o nascimento para uma data especial, pode ficar manchado pelo efeito colateral que é nascer antes da hora”, alerta Cordioli.

Ainda de acordo com o ginecologista, as mulheres também devem estar atentas para não passarem das 41 semanas de gestação, pois após esse tempo, aumenta consideravelmente a chance de óbito intrauterino por insuficiência placentária, rompimento da bolsa sem diagnóstico e aspiração de mecônio (fezes do próprio bebê).

Para Cordioli, o médico tem a obrigação ética com o nascituro (aquele que vai nascer) e, por mais que a mãe queira agendar o nascimento para uma data especial, ele deve orientá-la que isso poderá fazer mal ao bebê.

Os principais riscos do parto eletivo antes das 39 semanas

  • Necessidade de suporte ventilatório para o bebê
  • Maior chance de ir para a UTI
  • Atrapalha a amamentação
  • Aumenta a taxa de infecção (por estar na UTI)
  • Maior chance de morte

Fonte: Dr. Eduardo Cordioli, ginecologista e obstetra

Fonte: http://www.einstein.br/einstein-saude/gravidez-e-bebe/Paginas/saiba-qual-a-importancia-do-parto-eletivo-apos-39-semanas.aspx
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