Olhos de grávida: 6 problemas que podem afetar a visão da mãe e do bebê

As condições oftalmológicas vão de um simples desconforto a um problema de malformação para o feto. Fique atenta!

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Você sabia que gestantes que usam óculos podem ter o grau de sua lente aumentado ou diminuído durante a gestação? E que não é incomum a grávida começar a enxergar manchas pretas ou sofrer com a visão embaçada? Pois é, as mesmas alterações hormonais que fazem inchar, enjoar e mudar de humor são também responsáveis por provocar condições físicas capazes de causar de um simples desconforto nos olhos até um sério comprometimento da visão da criança em formação. Por isso, é preciso atenção ao menor sinal de sintomas.

Abaixo, confira seis problemas que podem afetar a visão da grávida e do bebê e como se prevenir de maneira eficiente.

Na futura mãe

 

Olhos secos
Coceira, vermelhidão, sensibilidade à luz, sensação de que há areia ou cisco dentro dos olhos. É possível que, ao longo da gestação, a mulher sofra com alguns desses sintomas causados por um desequilíbrio na quantidade de lágrimas ou evaporação excessiva. Os culpados? As alterações hormonais típicas da gravidez aliadas às condições externas, como exposição ao ar condicionado, vento, fumaça e poeira. O problema pode ir e vir ao longo da gestação e tende a desaparecer lentamente após o nascimento do bebê.

Até lá, você pode contar com bons aliados para suprir as necessidades de lubrificação dos olhos: os colírios hidratantes [lágrimas artificiais, feito com soro]. Só não deixe de consultar o seu ginecologista antes de comprar o produto, pois existem muitos tipos no mercado, mas nem todos eles são aconselhados para grávidas. Além do colírio, você pode minimizar o problema evitando permanecer em ambientes com poeira ou vento excessivo. Se você usa lentes de contato, redobre a lubrificação dos olhos, já que elas podem acelerar o ressecamento.

Alteração de grau
Você, gestante que usa óculos, pode um dia se surpreender ao pegar um livro para ler e perceber que seu companheiro já não está mais dando conta de desembaralhar a visão. A intensa retenção de líquido e o aumento de peso, típicos da gravidez, podem alterar a espessura e o formato da córnea, deixando a visão distorcida.

Nesse caso, o ideal é procurar um oftalmologista para reportar o problema e, se necessário, ajustar as lentes para o novo grau. Do contrário, você pode sofrer com dores de cabeça e tontura. E, convenhamos, este não é o melhor momento para mais incômodo. Não se preocupe, porém, com o novo grau. A condição é geralmente transitória e sua córnea volta ao normal de sete a oito meses após o nascimento do bebê.

Machas escuras no campo visual
O problema está associado a uma condição comum na gravidez, a pré-eclâmpsia. Caracterizada pelo aumento da pressão arterial, além do inchaço no corpo, o aparecimento de manchas ou pontos pretos (chamado de escotomas) no campo de visão estão entre as consequências da doença. O quadro é um pouco mais grave, já que pode evoluir para eclâmpsia e colocar em risco mãe e bebê. Para a detecção precoce do problema, é necessário fazer, durante a gravidez, o exame de fundo de olho, ou oftalmoscopia. Por meio de um aparelho, o médico consegue avaliar as artérias, veias e nervos da retina.

Outra condição que pode favorecer o aparecimento de manchas pretas na visão é a diabetes gestacional. Nesse caso, a alteração oftalmológica está ligada ao desequilíbrio causado pelo alto nível de açúcar no sangue. Por isso, a consulta ao oftalmologista deve fazer parte da rotina de saúde das grávidas logo após a concepção.

No bebê

Toxoplasmose
A doença é causada por um parasita encontrado nas fezes do felino. Ao defecar em hortas, o gato pode passar o parasita para as frutas e verduras que, quando mal lavados, contaminam o ser humano. Tudo isso para dizer que essa doença é aparentemente inocente, já que os sintomas que chegam até você são muito semelhantes a uma gripe comum: dor de cabeça, dores musculares, fadiga e inflamação.

O problema é que a toxoplasmose afeta o bebê em formação. Caso a grávida contraia a doença, o parasita pode atravessar a placenta e, dependendo do estágio da gestação, provocar inflamação nos vasos sanguíneos que nutrem o sistema visual do bebê, causando malformações e até deficiência visual.

As mulheres que já foram, em algum momento, expostas à infecção são imunes à doença. Para descobrir se você corre o risco ou não, é só fazer um exame de sangue comum no pré-natal. Para as grávidas que ainda não estão imunes, o mesmo exame se faz necessário repetidas vezes. Converse com seu ginecologista a respeito.

*Não confunda: se o exame de toxoplasmose der negativo, significa que a mulher está suscetível a ter a doença. Se o resultado for positivo, quer dizer que ela já teve contato com o vírus antes e, portanto, está imune.

Rubéola
Os sintomas também são parecidos com os da gripe: febre, dor ao engolir, dores no corpo e coriza. Quando adquirida na infância, a doença é a maior causadora de catarata congênita, que provoca deficiência total da visão. Já nas grávidas, o vírus chega até a placenta e afeta na formação da visão do feto. A boa notícia é que existe vacina para prevenir a enfermidade, que deve ser tomada, no mínimo, três meses antes de engravidar.

Para quem não se vacinou, um exame de sangue, assim como no caso da toxoplasmose, pode detectar se você está imune ou não. Infelizmente, não há tratamento para a rubéola, mas é possível tomar medidas para minimizar os danos da doença, como o uso de antitérmicos e analgésicos que ajudam a diminuir o desconforto, aliviar as dores de cabeça e baixar a febre. O acompanhamento constante com o oftalmologista e ginecologista também é fundamental para acompanhar a evolução do quadro.

Herpes genital
A doença sexualmente transmissível, responsável por lesões nas partes íntimas de homens e mulheres, dificilmente desaparece do corpo. Quando a mulher é infectada pelo vírus, as feridas podem aparecer com maior e menor frequência, dependendo da imunidade do organismo. Por isso, é muito importante que a grávida que sofre com o problema avise o obstetra logo na primeira consulta, mesmo que os sintomas não estejam aparentes.

A maior preocupação em relação a herpes genital é a hora do parto, já que a ferida pode romper e contaminar o bebê. Entre as consequências dessa contaminação, há o sério risco de perda parcial de visão.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Saude/noticia/2014/04/olhos-de-gravida-6-problemas-que-podem-afetar-visao-da-mae-e-do-bebe.html

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