Curiosidades sobre o bebê dentro da barriga e após o nascimento!

Será que o bebê, lá na sua barriga, ouve alguma coisa quando você conversa com ele? Há risco de que perceba que mamãe e papai estão namorando? Esses sedutores olhos azuis do recém-nascido vão ficar para sempre?

Dúvidas como essas passam várias vezes pela cabeça das mães, mas na hora da consulta com o obstetra ou com o pediatra acabam esquecidas em função de preocupações do momento. Veja á seguir essas e outras curiosidades sobre seu filhote.

Na barriga, seu bebê:

Ouve quando você fala com ele?

Sim, e como escuta! No terceiro mês de gestação, o aparelho auditivo dele já está apto a perceber sons (a essa altura da gravidez, o feto está totalmente formado e, a partir daí, só vai crescer e ganhar peso). Então, ele não apenas ouve sua voz como capta outros ruídos externos. Em experiências feitas com equipamentos de ultrassom de última geração (que mostram imagens em 3D e 4D), vários bebês foram submetidos a buzinas e outros barulhos, agradáveis ou irritantes, e mostraram reações como caretas e expressões de prazer, segundo a natureza do som. Em certas gestações de risco, quando existe perigo de parto prematuro, alguns obstetras “conversam” com a criança, pedindo que ela não nasça antes da hora. Acredite: essa é uma prática comum! Portanto, ao longo da gestação, fale com seu filho, diga quanto ele é amado e desejado, cante para ele.

Pode ter preferências musicais?

É verdade que ele ainda não distingue pagode de ópera, rock de sertanejo, axé de tango. Mas estudos sugerem que alguns bebês apresentam uma espécie de gosto musical precoce, mostrando sinais de relaxamento (detectados por meio da redução dos batimentos cardíacos, por exemplo) quando ouvem certos tipos de música, especialmente a clássica. Acredita-se que essas composições tenham ritmo semelhante ao dos batimentos cardíacos da mãe. Algumas pesquisas indicam que, por causa dessa característica, as obras de Mozart são as preferidas dos fetos. O fato é que, se você relaxa ao escutar determinadas canções, seu bebê vai compartilhar do seu bem-estar, pois também recebe as substâncias liberadas pelo cérebro da mãe para provocar essa sensação de tranquilidade. E mais: alguns especialistas afirmam que recém-nascidos com cólicas sentem-se aliviados ao escutar e reconhecer músicas que ouviram durante a gestação.

Já tem personalidade

Ao que parece, alguns traços de temperamento se formam ainda durante a gestação. Fetos mais agitados, que chutam e se movimentam o tempo inteiro, tendem a se tornar crianças mais ativas ou irritadas, segundo as pesquisas. As experiências e vivências da mãe ao longo da gravidez também influenciam o comportamento futuro do bebê em função das alterações hormonais que desencadeiam. Por isso, os médicos apontam uma ligação entre stress na gestação e crianças mais espevitadas. O fato é que, já ao nascer, seu bebê será único e com um estilo próprio de expressar emoções.

Nos primeiros meses, seu bebê:

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Pode mudar a cor dos olhos

Essa cor é determinada pela quantidade de melanina presente na íris, a parte colorida dos olhos. Como a produção desse pigmento ainda não está completa nos recém-nascidos, eles podem exibir lindos olhos azuis nos primeiros meses de vida, caracterizados pela pouca quantidade de melanina. Mas a exposição à luminosidade fora do útero ativa a produção do pigmento, fazendo a íris escurecer até assumir a cor determinada pelos genes familiares. O mesmo processo explica o escurecimento dos cabelos loiros. Aviso: o inverso não acontece. Um bebê de olhos e cabelos castanhos nunca ficará loiro de olhos azuis.

Sabe que a mãe existe, mesmo sem vê-la!

Até algum tempo atrás pensava-se que, para os bebês, se uma pessoa ou objeto sumisse de vista, eles não existiam mais. Hoje, experimentos provaram que crianças a partir de 3 meses entendem que o objeto (um brinquedo, por exemplo) continua a existir ainda que não esteja à sua frente. O mesmo se aplica às pessoas com as quais elas se relacionam.

E, espertinho como é, o pequeno logo descobre que, chorando, atrai a presença da mãe quando ela se ausenta. Não significa que você precisa estar sempre disponível para atendê-lo, mas alguém em quem ele confie, sim. Então, quando estiver se preparando para voltar ao trabalho, amplie a convivência da criança com quem irá tomar conta dela, seja a babá, a avó ou alguém do berçário. E não se preocupe: seu filho não vai “esquecer” de você por causa de algumas horas de distanciamento.

Ignora o próprio nome

O interesse por vozes não deve ser confundido com a consciência de que se chama Tiago, Pedro ou Camila. Por volta do terceiro mês, o bebê se acalma ao escutar vozes familiares e começa a virar a cabeça e a se voltar na direção dos sons e das palavras que se tornaram familiares pela repetição. Mas, segundo a Escala Bayley de Desenvolvimento Infantil, usada pelos especialistas para avaliar os desempenhos mental, motor e comportamental, só por volta dos 11 meses ele sabe quando está sendo chamado pelo nome.

Não se reconhece no espelho ou em fotos

Somente entre 15 e 18 meses, a criança adquire uma rudimentar capacidade de autorreconhecimento. Experiências com fotos e espelhos mostram que, antes dessa idade, ela não identifica a própria imagem, estática ou em movimento. Um indício de que essa capacidade está aflorando é quando seu filho, colocado diante de um espelho, espontaneamente leva a mão ao nariz.Próximo do segundo ano, o bebê também começa a distinguir a foto dele do retrato de outras crianças.

É influenciado pelo olhar dos pais

Não significa que ele seja capaz de interpretar a expressão de orgulho ou de reprovação com que você o fita. Mas, desde o nascimento, o bebê capta no olhar dos adultos pistas para entender o ambiente. Assim, identifica perigos, situações agradáveis e coisas que devem ser evitadas, por exemplo. A partir de 1 ano, ele também segue o olhar dos pais para dirigir sua atenção para os mesmos focos de interesse deles.

Fonte: Guiame

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