As posições para a gestante dormir

No geral, não há perigo em nenhuma posição. O importante é a gestante buscar a sua preferida e procurar, apesar do desconforto natural do final da gestação, ter uma boa noite de sono

Normalmente, até o quinto mês de gestação, as mulheres não têm dificuldade em achar uma posição confortável para dormir. Com a barriga ainda pequena, até mesmo a posição de bruços é possível, sem nenhum risco de apertar o bebê ou causar desconforto.

O problema começa a aparecer depois do sexto mês de gestação, quando a barriga já está bem grandinha. Nessa fase, o mais indicado é dormir virada para o lado esquerdo, o lado do coração. Isso porque essa posição favorece a circulação sanguínea e, consequentemente, o sangue flui melhor pelo cordão umbilical, enviando mais oxigênio e nutrientes para o bebê.

Conforme a gravidez avança e o bebê cresce, a posição de barriga para cima pode ser muito desconfortável para a gestante. Com o peso do útero, a veia cava fica comprimida causando mal estar e falta de ar. Mas basta mudar de posição e esses sintomas desaparecem.

Resultado de imagem para posição para dormir na gravidez

Dormir virada para o lado direito pode dificultar um pouco a circulação do sangue deixando o bebê mais agitado, mas não oferece nenhum risco, além do desconforto momentâneo. Se a gestante acordar no meio da noite e perceber que está de bruços (de barriga para baixo), apesar do tamanho da barriga, também não há com que se preocupar, pois o bebê está bem protegido dentro do útero.

Uma posição para dormir no final da gravidez

O final da gestação é marcado pelas constantes azias, falta de ar e congestão nasal. Para aliviar esses sintomas e ter uma noite de sono com mais conforto, uma boa dica é dormir ligeiramente sentada, usando muitos travesseiros para elevar a cabeça. Os travesseiros também podem ser um bom aliado para evitar dores nas costas. A dica é colocar um no meio das pernas ao deitar de lado, o que deixa a coluna mais reta. Também vale colocar um no meio da barriga, outro para abraçar. Teste diversos tamanhos e formatos e veja o que melhor se encaixa no seu corpo.

O importante é a gestante buscar a sua posição preferida e tentar, apesar do desconforto natural do final da gestação, ter uma boa noite de sono.

Fonte do Site: http://guiadobebe.uol.com.br/as-posicoes-para-a-gestante-dormir/

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Acupuntura sem agulhas ajuda o bebê a se posicionar de forma correta no útero materno

Moxabustão ou apenas Moxa é uma técnica que utiliza apenas calor com os mesmos benefícios das agulhadas

O bebê costuma se posicionar de cabeça para baixo posição cefálica entre as 32ª e 34ª semanas da gestação. Porém, existem casos em que ele não se posiciona corretamente, mantendo-se sentado  posição pélvica, dificultando ou impossibilitando o parto normal, uma preocupação para a gestante e equipe médica. Nesse caso, o que fazer?

Durante muito tempo, se temeu fazer acupuntura em mulheres grávidas por conta das agulhas. Existia um tabu em relação à técnica, gerado pela falta de informação. Hoje a realidade é bem diferente, este tipo de terapia e seus efeitos positivos estão cada vez mais acessíveis ao público, com comprovação científica e clínica em todo o mundo.

Segundo Alessandra Sônego, fisioterapeuta e acupunturista especializada em Saúde da Mulher pelo HC-FMUSP, para ajudar o bebê a virar, a acupuntura dispõe de uma técnica chamada Moxabustão ou apenas Moxa, que segue os mesmos princípios das agulhas, mas não as utiliza.

“Essa técnica não faz uso de agulhas e, sim, de um bastão da erva Artemisia vulgaris, compactada, que é queimada e transfere o calor acima de um ponto específico de acupuntura. A combustão da Artemísia tem a propriedade de aquecer profundamente, estimulando, removendo e desobstruindo os bloqueios e restabelecendo o fluxo saudável, segura para a gestante e para o bebê. Com essa estimulação, ele é encaminhando para a posição cefálica e para um parto normal”, explica.

O tratamento visa resultados rápidos, se realizado de duas a três vezes por semana, em pontos específicos, localizados principalmente nos pés (B67), pernas e na região da cabeça, para potencializar o resultado.

Ainda, segundo a especialista, o bastão da Moxabustão pode ser encontrado facilmente na internet, e infelizmente se for usado de forma incorreta, a terapia pode ter efeitos negativos. “Por exemplo, o bebê pode se mover ainda que o esperado na região pélvica e se manter em uma posição inadequada para o parto normal. Por isso, procure sempre um profissional capacitado para a realização de qualquer técnica ou tratamento de saúde”, defende Alessandra.

Alessandra Sônego é fisioterapeuta e acupunturista da clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional, atuante na área de reabilitação dos músculos do assoalho pélvico e obstetrícia. Especialista em acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa pela FACEI (2011).

Site: www.athalifisioterapia.com

Som do útero materno para acalmar o bebê

Entenda como o som do útero materno pode contribuir com o sono do recém-nascido

Sabia que o som do útero materno pode ajudar o bebê a dormir? A alegria que o nascimento de um bebê traz para a família é imensurável, mas os primeiros dias do recém-nascido em casa também são para que os pais se adaptem a nova vida, conheçam o bebê e aprendam a integrar as necessidades do filho à rotina da casa.

Além da amamentação e troca de fraldas, uma das questões que mais preocupam os pais é com relação ao sono do bebê. É importante lembrar que, para o recém-nascido, o ambiente externo é um habitat totalmente novo, no qual ele ainda se adaptando e conhecendo aos poucos; por isso, é comum que os bebês sintam dificuldades para adormecer, além de outros fatores que também influenciam essa dificuldade, como as cólicas.

O ideal é fazer com que o bebê fique o mais calmo e relaxado possível e, para isso, os pais geralmente tentam a todo custo manter o silencio na casa, para criar um ambiente acolhedor.

som utero materno

Acontece que o bebê, durante toda a sua gestação, se desenvolveu em meio ao som do útero, ou seja, o silêncio para ele também é uma novidade. (Healthline)

Som do útero usado para acalmar o bebê

O corpo da gestante está em constante movimento, e os sons das batidas do coração da mãe, do fluxo sanguíneo e do estômago chegam ao útero, o que faz com que o bebê se acostume a ficar nesse meio e, mais importante que isso, sinta-se protegido e tranquilo junto de sua mãe.

Esses sons produzidos pelo corpo são chamados de white noise (barulho branco). Por isso, muitos pais têm utilizado aplicativos e aparelhos que reproduzem o som do útero, barulho que se assemelha ao som de um aspirador de pó ou liquidificador, porém mais baixo e constante.

Ao ouvir esse som, o bebê se recorda do útero da mãe e, muitas vezes, se acalma e adormece. 

Aparelho que reproduz som do útero

É possível encontrar para compra aparelhos que reproduzem o som do útero materno, como se fossem rádios para bebês. Além desses, algumas empresas já integram o som a outros produtos para bebês, como cadeiras, ninhos e até bonecas e bichinhos de pelúcia, que podem ficar com a criança dentro do berço.  Além desses aparelhos exclusivos, são facilmente encontrados na internet aplicativos e vídeos que reproduzem o som, muitos gratuitos, para que sejam baixados em celulares, tablets e computadores.

Som do útero da mãe pode fazer mal?

Apesar da criança estar habituada aos sons do útero, é importante que os pais não coloquem os aparelhos muito próximos a criança e nem deixem o volume alto, pois, nesse caso, o som pode ser prejudicial para a audição do bebê, o que pode se tornar um problema irreversível no futuro. Esse recurso deve ser utilizado pontualmente, na hora de dormir ou quando o bebê estiver chorando ou agitado, mas desligado após ele se acalmar e adormecer.

Som do útero materno- vídeos

Existem uma série de vídeos onde pode ser encontrada a simulação do som do útero materno, alguns para baixar, outros que podem ser reproduzidos online. 

Fonte do Site: https://www.gestacaobebe.com.br/som-do-utero-materno/

O uso da cinta no pós-parto é realmente efetivo?

Conheça exercícios para auxiliar o trabalho da musculatura abdominal e pélvica

Durante a gravidez, o foco das futuras mamães é garantir a saúde e o bem-estar do seu bebê, mas, cada vez mais, a preocupação com o seu corpo tem tomado significativa importância. Depois do nascimento do bebê, muitas mulheres sofrem com problemas de autoestima por conta das mudanças que ocorrem no corpo, principalmente na região abdominal, que após o parto, fica com aspecto flácido e inchado.

Na busca da solução desse problema, muitas mulheres acreditam que o uso da cinta é importante, pois irá colocar novamente a “musculatura no lugar”, ou seja, ajudar a recuperar a forma. Mas será que é assim que funciona? Ou melhor, será que funciona?

É inegável que o uso da cinta traz alguns benefícios imediatos, como melhorar e uniformizar a silhueta (apenas enquanto está com a cinta), o que melhora o caimento das roupas e aumenta a autoestima. A cinta também costuma dar uma sensação de conforto e segurança para as mulheres no pós-parto e reduzir a ocorrência de hematomas no local da cirurgia (em caso de cesárea). Porém, é importante salientar que não é a cinta que reduzirá medidas ou tonificará a musculatura distendida na gravidez.

A cinta não estimulará os músculos do abdômen, pelo contrário, vai desestimular o uso. Ela faz o papel que os músculos dessa região fariam, e o cérebro é muito esperto quando se tem algo fazendo o serviço por ele. Dessa forma o cérebro vai poupar energia e parar de enviar comandos para esse trabalho. O grande problema é que os músculos dessa região não possuem apenas a função estética. Vai bem mais além, são grandes responsáveis por estabilizar a região central do nosso corpo e a falha da ativação dessa região está associada com a dor lombar, que também está ligada com a incontinência urinária. 

Exercícios fisioterapêuticos para o pós-parto - Foto: nikitabuida / Freepik

Bom, então se a cinta não fará a musculatura “voltar para o lugar” e nem te ajudará a reduzir medidas, o que fazer? Ativar os músculos! Como? Por meio de exercícios! E não se preocupe, você não precisará ir à academia para isto. Alguns exercícios simples podem ser feitos rapidamente em casa para ativar esta região. 

Vamos te informar alguns, mas antes disso, se você ainda não se convenceu de que ativar a musculatura é melhor do que usar a cinta e ainda pensa em usá-la, saiba que o seu uso sempre deve ser discutido com o médico, pois não são todas as mulheres que podem usá-la. Segundo o Dr. Gustavo Ventura, obstetra, mulheres que fizeram cesárea e apresentam inflamação e/ou sangramento excessivo no local do corte, além de mulheres com distensão abdominal por gases (o que é muito comum no pós-parto), devem evitar o uso da cinta. Isso porque ela, por apertar muito, dificulta a eliminação de gases, atrapalhando a circulação e, em caso de cesárea, abafa o corte, o que dificulta o processo de cicatrização, podendo até aumentar o risco de infecção e abertura dos pontos.

Exercícios:

1- Respiração: Ajuda na ativação da musculatura do abdômen: Deitada de barriga para cima e pernas dobradas, você irá puxar o ar pelo nariz, e soltar pela boca como se estivesse apagando uma vela, sentindo as costelas descerem e fecharem e a barriga ir ficando “durinha” até o fim da expiração.

Na sequência, mantenha a mesma postura, puxe o ar pelo nariz, e enquanto solta o ar (abaixando as costelas e ativando o abdome), você irá contrair o períneo (como se quisesse segurar a urina). Sim, na vagina existem músculos e precisamos trabalhar essa musculatura também.

Você usará essa respiração em todos os exercícios seguintes.

2- Ponte: deitada, de barriga para cima, apoie os pés no chão, mantendo os joelhos dobrados e o ombro e pescoço apoiados no chão durante este exercício. 

Puxe o ar pelo nariz, e enquanto solta o ar pela boca e ativando o abdômen, você irá levantar o quadril do chão até altura dos joelhos, contraindo junto o períneo. 

Manter essa posição por cinco segundos e voltar lentamente até apoiar novamente o quadril no chão.

Realizar 2×10 repetições.

3- Posição de Gato: fique na posição de gato (mãos e joelhos apoiados no chão), puxe o ar pelo nariz, olhando para frente e empinando o bumbum. Solte o ar ativando o abdome, e contraia o períneo, fazendo um arco com as costas, guardando o bumbum.

Realizar 2×10 repetições.

4- Estabilizadores de trono: sentada na cadeira, com os pés apoiados no chão e as costas bem apoiadas na cadeira, puxe o ar pelo nariz e cresça sua coluna como se você estivesse tentando ficar maior. Solte o ar pela boca e continue crescendo a coluna. Ao mesmo tempo contraia o períneo, mantendo o apoio das costas e pés colados no chão.

Realizar 2×10 repetições.

5- Estabilizadores de trono: em pé, com as pernas semiflexionadas e afastadas na largura do quadril, coloque as mãos nos joelhos e olhe para frente. Mantenha a postura e puxe o ar pelo nariz, e enquanto solta o ar, contraia o períneo. Preste atenção na postura.

Realizar 2×10 repetições.

Está provado que o uso da cinta pós-parto deve ser moderado e consciente, nunca utiliza como única garantia para obter um abdome sarado após a gravidez, ao contrário do que as pessoas pensam, quanto mais tempo usarem a cinta, mais tempo demoram a recuperar a forma do corpo pré-gravídico.

Alessandra Sônego é fisioterapeuta especializada em Saúde da Mulher pelo HC-FMUSP, atuante na clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional, na reabilitação dos músculos do assoalho pélvico e obstetrícia. Especialista em acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa pela FACEI (2011).

Dr. Gustavo Ventura é médico ginecologista e obstetra com Subespecialidade em Mastologia, especialista em Ginecologia e Obstetricia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Juliana Thomé é fisioterapeuta especialista em Reeducação Funcional da Postura e do Movimento pelo HC-FMUSP, Mestranda em Neurociências e Comportamento pela Universidade de São Paulo e colaboradora da clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional e criadora do Postura e Movimento.

Fonte do Site: http://guiadobebe.uol.com.br/o-uso-da-cinta-no-pos-parto-e-realmente-efetivo/

Maquiagem na hora do parto: polêmica ou necessária?

Conheça três dicas para as mães que desejam usar maquiagem no parto

Na era digital, ninguém quer perder nenhum registro dos filhos, inclusive o nascimento, certo? Por isso, a fotografia de parto se tornou uma tendência. Mas um detalhe vem chamando a atenção de quem acompanha esse tipo de ensaio: a maquiagem.

Há quem acredite que a sessão de fotos criou a necessidade do uso de make durante o parto. A fotógrafa Thalita Castanha não concorda. “O que mudou é que, agora, o acesso às fotos do parto é mais amplo e acontece bem mais rapidamente, o que dá a impressão de que mamães arrumadas no hospital é uma moda. Mas não, sempre foi assim”, defende a profissional.

O uso da maquiagem fica a critério da mãe, esclarece Thalita. O mais importante é que ela esteja confortável para o nascimento. “A mãe quer se sentir bonita para receber seu filho e não só para sair bem na foto”, conta.

maquiagem no parto - Foto: Thalita Castanha

Há mais de cinco anos no mercado de fotografia, Thalita é referência em fotografia de parto, newborne ensaio de gestante, chegando a atender até 60 famílias por mês. Para as mães que desejam usar maquiagem no parto, a expert dá dicas:  

  • Quanto mais à vontade você estiver, melhor! As fotos refletem o estado de espírito dos personagens.
  • Prefira os cosméticos que você está acostumada a usar no dia a dia para evitar alergias.
  • Por recomendações médicas, prefira unha curta e use esmalte claro.

Recentemente, Thalita clicou o nascimento dos filhos de Thais Fersoza, Deborah Secco, Juliana Alves e Eliana.

Fonte do Site: http://guiadobebe.uol.com.br/maquiagem-na-hora-do-parto-polemica-ou-necessaria/

Fissuras nos mamilos e dores na amamentação

Laserterapia ajuda mães que sofrem com o problema a não abandonarem o peito

Os problemas de amamentação são frequentes e podem ser um grande desafio para novas mães. De fato, a dor nas mamas, as fissuras (rachaduras) nos mamilos e a mastite são algumas das principais razões pelas quais as mães abandonam a amamentação prematuramente.

Existe um número limitado de tratamentos efetivos para essas condições, e a terapia com laser de baixa potência tem se mostrado muito eficaz para acelerar a cicatrização dos mamilos e aliviar a dor.

Problemas no mamilo são comuns e podem afetar mais da metade das mulheres que amamentam, e apresentam características tipicamente associadas, incluindo, mamilos doloridos, rachados, sangrando e com bolhas.

A cicatrização desses mamilos danificados pode ser difícil por causa do trauma continuamente repetido da sucção do bebê. Além disso, o mamilo danificado é propenso a infecção bacteriana e fúngica, resultando em problemas como ductos mamários obstruídos e mastite.

amamentando com problemas nos seios - Foto: grisguerra / pixabay.com

Um tratamento que está provando ser de grande benefício para a melhora de mamilos dolorosos é a terapia com laser de baixa potência. O laser acelera a cicatrização de feridas e a maioria das mães relatam alívio da dor e melhora na cicatrização após apenas uma sessão. O tratamento também é benéfico na desobstrução dos ductos mamários e no processo de cicatrização de mamas com mastite.

A laserterapia é um tratamento suave e indolor, geralmente aplicado por fisioterapeutas, que usa o laser no reparo tecidual, reduz a inflamação e a dor. Os tratamentos duram apenas alguns minutos e são inteiramente indolores e sem efeitos colaterais conhecidos.

Em um estudo recente, publicado nos Estados Unidos, as mulheres tratadas com o laser de baixa potência apresentaram uma diminuição significativa na intensidade da dor 24 horas após o tratamento e a terapia demonstrou ser eficaz na melhora de lesões em mulheres que amamentam, proporcionando alívio e prolongando a amamentação exclusiva.

Thalita Freitas é fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher pela Faculdade de Medicina da USP, atuante na clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional, na área de reabilitação dos músculos do assoalho pélvico e obstetrícia.

Fonte do Site: http://guiadobebe.uol.com.br/fissuras-nos-mamilos-e-dores-na-amamentacao/

A barriga da mulher depois do bebê

É provável que você esteja surpresa com a aparência da sua barriga depois do nascimento do bebê.  Ele não está mais lá, mas mesmo assim, em volta do umbigo, a barriga está estufada. E você parece estar grávida de 6 meses!  As pessoas até perguntam na rua para quando é o bebê, e você tem de dizer, superconstrangida, que já nasceu…

Mulher se pesando

Por que minha barriga ainda parece de grávida?

Além do tamanho, muitas mulheres ficam com uma linha escura atravessando a barriga na vertical, a chamada linea nigra, e com um monte de estrias espalhadas pela pele.  Quem fez cesariana fica ainda com a cicatriz da operação, normalmente na “linha do biquíni”. O formato da barriga pode mudar um pouco também no caso de cesariana, já que os músculos são cortados e recosturados. Respire fundo. Demora um pouco para o corpo principalmente a barriga  se recuperar totalmente após a gravidez.  Imagine que sua barriga era um balão, que foi enchendo conforme o bebê crescia. Quando ele nasceu, o balão não estourou de uma vez o “ar” vai saindo de mansinho. 

Assim que o bebê nasce, hormônios começam a atuar sobre o útero para que ele volte ao tamanho que era antes. Isso demora mais ou menos um mês para acontecer.  Além disso, todas as células do corpo que tinham inchado devido à gestação começam a liberar líquido, que vai saindo em forma de urina, suor e secreções vaginais.  A gordura extra que você acumulou na gravidez, para nutrir o bebê, vai começar a ser gasta (em especial se você estiver amamentando ou fazendo exercícios físicos, após a liberação do médico). De qualquer jeito, você vai precisar de no mínimo algumas semanas para ver algum resultado. 

As estrias e a linha escura na barriga infelizmente duram mais. Pelo menos as estrias vão clareando e, entre 6 meses e 1 ano depois do parto, assumem aquela cor mais clara que o tom da pele, ficando menos visíveis. A linea nigra vai clareando aos poucos ao longo de 1 ano, mas pode não desaparecer por completo.

Quanto vai demorar para minha barriga voltar ao tamanho normal após o parto?

Todas nós já vimos com nossos próprios olhos aquelas mulheres maravilhosas que aparecem magérrimas, de calça jeans e miniblusa, um mês depois do parto. Sim, isso pode acontecer, mas é raro. 
Para a maioria das mulheres, leva meses para se livrar da incômoda barriguinha de grávida — e, às vezes, ela simplesmente não vai embora. 

Em primeiro lugar, tenha paciência. Se levou 9 meses para a barriga esticar, é justo que leve outros 9 meses ou um pouco mais para ela voltar ao tamanho normal. 

A rapidez da transição para mais perto do “normal” depende de como era seu corpo antes de engravidar, de quantos quilos você engordou na gravidez, do nível de atividade física e de algo que você não tem como mudar: seus genes. 

Mulheres que engordaram menos de 14 kg na gravidez, que fizeram exercícios físicos durante a gestação, que amamentam e que estão no primeiro filho tendem a emagrecer mais rápido. 

Se você não estiver amamentando, vai precisar prestar atenção na alimentação. Agora que não está mais grávida não precisa de tantas calorias.

O que posso fazer para minha barriga ficar mais bonita depois da gravidez?

A amamentação ajuda bastante, principalmente nos primeiros meses. Mulheres que amamentam queimam mais calorias para produzir o leite, portanto costumam emagrecer mais rápido que as que não amamentam. 

Dar de mamar no peito também estimula a produção de hormônios que fazem o útero se contrair e voltar ao tamanho normal. 

Mas muitas mães que amamentam reclamam dizendo que têm dificuldade de perder os últimos 2 a 5 quilos. Há quem afirme que o organismo guarda uma reserva de gordura para produzir o leite, mas não há provas definitivas disso. 

Exercícios também são eficazes. Mas converse com o medico: dependendo do tipo de parto, você pode ter de esperar algumas semanas. 

Dá para começar aos poucos, com caminhadas, por exemplo. Depois da consulta de 6 semanas após o parto, se o obstetra liberar, você pode começar a fazer exercícios mais vigorosos, como pilates, por exemplo, que ajuda a tonificar o abdome. 

Boa postura é outro fator que influencia. “Muitas mulheres ficam com uma postura relaxada após o fim da gestação, o que é natural, uma vez que passaram nove meses sem encolher a barriga. Obrigar-se a encolher a barriga após o parto faz muita diferença na recuperação da musculatura abdominal”, diz a obstetra Eleonora F. Stocchero Fonseca, do Conselho Médico do BabyCenter. 

Cuidado para não fazer regime enquanto estiver amamentando. O aleitamento é seu maior aliado na perda de peso.  E você vai precisar de bastante energia para lidar com um bebê pequenininho que ainda não dorme a noite toda.

Adianta usar cinta pós-parto ou modeladores?

O assunto é polêmico. As cintas pós-parto eram praticamente obrigatórias em caso de cesárea há alguns anos, mas agora os especialistas divergem. 

Por um lado, elas melhoram o aspecto externo da silhueta e dão mais segurança à mulher logo depois de uma cesariana. Isso porque é possível ter aflição dos pontos e da sensação de que os órgãos estão meio soltos dentro da barriga (pois estão um pouco mesmo). 

Por outro, há especialistas que acreditam que o uso constante da cinta impeça os músculos de se movimentar e atrapalhem o fluxo sanguíneo o que, em vez de ajudar, pioraria a recuperação dos tecidos. 

Além disso, em caso de parto normal, recomendam que só se use a cinta depois do primeiro mês, quando o útero já estiver no lugar, para não correr o risco de ele pressionar a musculatura pélvica, o que poderia levar a problemas como o de “bexiga caída”. 

Portanto, converse com o médico para saber qual é a orientação dele quanto ao uso de cinta ou faixa pós-parto. 

Se você já tiver dado à luz há mais de dois meses, pode experimentar cintas e modeladores, mas saiba que não há garantia de resultado. E certifique-se de que eles estão confortáveis, pois nunca devem ser apertados. 

Fonte do Site: https://brasil.babycenter.com/a4300004/a-barriga-da-mulher-depois-do-beb%C3%AA

Pilates no pós-parto

Durante o curso da gravidez, os músculos abdominais se distenderão mais de 50 por cento do seu comprimento original

O período pós-parto é muito emocionante para a maioria das mulheres, mas também pode ser muito estressante, pois elas estão passando pelo processo de cura de seus corpos após o nascimento e, além disso, tem que lidar com drásticas alterações hormonais e ajustar a sua vida com um recém-nascido. A maioria das novas mamães está fisicamente exausta e pode ter oscilações emocionais extremas.

Para trabalhar com pacientes no pós-parto, os instrutores de Pilates devem entender sobre as transformações físicas e hormonais que ocorrem durante o ciclo gravídico-puerperal e como elas afetam o sistema musculoesquelético.

É de conhecimento comum que os músculos abdominais esticam muito ao longo da gravidez, e é um desafio ajudar as mulheres a restabelecerem o comprimento e a força apropriados desses músculos extremamente importantes. Durante o curso da gravidez, os músculos abdominais se distenderão mais de 50 por cento do seu comprimento original.

Aproximadamente no quinto mês de gravidez, a maioria das mulheres começará a notar que seu músculo abdominal se moveu lateralmente, isso é chamado de diástase do músculo reto abdominal. A diástase é uma ocorrência normal, e é realmente uma resposta protetora do organismo devido a ação hormonal que atinge estruturas articulares e ligamentares do corpo. Depois de algum tempo após o nascimento, os músculos abdominais encurtarão devido às demandas das atividades normais da vida diária, mas sem exercícios específicos, dificilmente retornarão ao seu estado pré-gravídico.

As mudanças posturais da gravidez devem ser vistas como um estado ortopédico em mutação. Médicos ortopedistas e fisioterapeutas sabem que quanto mais cedo tratar a fraqueza muscular após um evento traumático, mais cedo o corpo se recupera. Da mesma forma, após o nascimento, quanto mais cedo as mulheres começam a fazer exercícios suaves de apoio, mais rápido elas vão recuperar seu tônus ​​muscular, força e postura.

Além disso, pessoas que fortalecem seus músculos antes e imediatamente após uma cirurgia têm um melhor resultado de reabilitação. Portanto, essa mesma lógica deve ser aplicada às mulheres após uma cirurgia de cesariana. As mulheres que começam a fortalecer os músculos abdominais e abordar o tecido cicatricial no início terá um melhor resultado.

pilates no pós-parto - Foto: UptownFitness / pixabay.com

Os exercícios mais importantes que as mulheres devem se concentrar nas primeiras seis semanas após o nascimento são para os músculos da camada profunda do abdome (músculo transverso abdominal) e fortalecimento do assoalho pélvico (responsáveis pela continência urinária e fecal). As primeiras seis semanas costumam ser exaustivas para as mulheres, e geralmente é difícil elas se organizarem para fazer o exercício. No entanto, é importante separar alguns minutos por dia para ativar esses dois grupos musculares.

Outros exercícios úteis são aqueles que se concentram na respiração, visando reeducar o diafragma. Após as primeiras seis semanas, muitas mulheres, embora ainda esgotadas, tendem a ter uma maior motivação para começar a se exercitar. Neste momento, o foco deve ser no avanço do programa de estabilidade central, mas com ênfase no fechamento da diástase.

Em média, a maioria das mulheres leva cerca de seis meses a um ano para recuperar totalmente a integridade dos abdominais. Portanto, este é um processo lento e que não deve ser apressado. Avançar rapidamente com o fortalecimento pode comprometer a união dos músculos abdominais.

Uma vez que a diástase é fechada completamente, é possível começar um trabalho abdominal mais avançado. É preferível que a mulher tenha adquirido consciência suficiente para ser capaz de sentir que ela está “atraindo” e “unindo” os músculos quando realiza os movimentos.

Outro foco importante no pós-parto é a restauração da posição da caixa torácica. Durante a gravidez, as costelas se abrem consideravelmente. A caixa torácica muda de diâmetro em até 2 cm. Por esse motivo, é necessário restaurar a posição da caixa torácica, pois isso também afeta o comprimento de todos os músculos que se prendem à ela.

A postura também deve ser restabelecida após o parto, pois a gravidez provoca grandes alterações.Todas as curvas da coluna se tornam mais exageradas, o que muitas vezes persiste no pós-parto. Ficar mais consciente dos hábitos posturais errados é o primeiro passo para corrigi-los.

O método pilates, quando bem instruído, é ideal para auxiliar a recuperação do corpo após o parto, pois seus exercícios promovem aumento da resistência e força muscular, além de melhorar a consciência corporal. Outra vantagem, é que como os movimentos são controlados, é possível inserir a participação do bebê nas aulas. Assim não tem desculpa para retomar a forma e cuidar da saúde.

Thalita Freitas é fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher pela Faculdade de Medicina da USP, atuante na clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional, na área de reabilitação dos músculos do assoalho pélvico e obstetrícia.

Fonte do Site: http://guiadobebe.uol.com.br/pilates-no-pos-parto/

Gestação saudável: nada de comer por dois, nada de fazer regime

Esqueça a crença popular de que a gestante deve comer por dois. Por outro lado, se você já engravidou acima do peso, essa não é a hora de fazer regimes e tentar perder peso

A gravidez é um estado de graça. Deixa a mulher encantada, sentindo-se fecunda. Em breve, ela dará a luz a um pequenino ser, que muito rapidamente crescerá e estará sempre sedento de afeto e nutrientes. Sabiamente, essa simbiose entre a mãe e o feto sempre priorizará e protegerá o mais fraco, mesmo antes que ele nasça. O bebê sempre será alimentado, independentemente, de a mãe ter se alimentado ou não. Muitas vezes, neste processo, o bebê é contemplado com as reservas de glicose da mãe, o que origina um grande mal estar a ela, com tonturas, escurecimento visual, tremores, sudorese e perda de consciência. As crises de hipoglicemia são muito frequentes durante a gestação.

Do ponto de vista nutricional, a principal orientação pré-natal é que a futura mamãe consiga alcançar seu peso ideal antes de engravidar, seguindo um plano nutricional que lhe permita levar uma gestação saudável. Nada de restrições severas, de perdas abruptas, de jejum prolongado. Na literatura médica, há diversos estudos científicos que confirmam o risco duas vezes maior de má formação cerebral e medular em fetos de mães que iniciaram a gravidez com IMC (Índice de Massa Corpórea = peso em kg dividido pela altura em metros ao quadrado) de 28 ou mais.

Ao longo dos anos, a medicina também constatou que a suplementação de ácido fólico e vitamina B12, antes da concepção, pode reduzir a incidência da má formação cerebral e medular – Doenças do Tubo Neural em até 90 por cento. Atualmente, a suplementação vem sendo realizada de maneira profilática em mulheres que pretendem engravidar no mundo todo. A gestação é uma fase da vida onde a suplementação vitamínica é menos polêmica e mais uniformemente aceita. A ingestão de um suplemento vitamínico/mineral diário fornece um aporte nutricional muito bem-vindo nessa fase tão importante da vida.gestante não deve comer por dois - Foto: kzenon / shutterstock.com

Necessidades calóricas x peso na gestação

Nos primeiros três meses de gestação, as necessidades calóricas da gestante não diferem daquelas indicadas antes da concepção, ou seja, de 1800-2300 kcal/dia. Nos dois trimestres subsequentes e no período de lactação, suas necessidades aumentam de 300 a 500 kcal/dia, ou seja, alcançando um total de 2100 a 2800 kcal/dia.
A lactação isoladamente poderá ou não auxiliar a mãe a ter novamente o peso anterior à gestação. Aparentemente, as mães que têm gestações com duração de tempo normal e que amamentam perdem, consideravelmente, mais peso no pós-parto do que aquelas que não amamentam ou das que o fazem por um curto período de tempo.

Espera-se que no primeiro trimestre da gravidez, a gestante não ganhe peso ou o faça de maneira muito discreta. O incremento no peso corporal, a partir do quarto mês de gestação, deverá ser programado de acordo com o peso da futura mamãe no início da gestação.
Assim, quando a mulher inicia a gestação acima do peso ideal deverá ser orientada a seguir uma dieta que propicie um acréscimo em seu peso de cerca de 300 g/semana e 7/8 kg ao fim da gestação. Caso ela esteja dentro do peso ideal, esse incremento deverá ocorrer na ordem de 350-400 g por semana e entre 10/14 kg ao final da gestação. E se a gestante estiver abaixo do peso ideal, seu objetivo quanto ao ganho de peso deverá ser algo na ordem de 500 g/semana e 14-15 kg ao término da gestação.

Macro e micronutrientes

Geralmente, não deve haver diferenças significativas nas porções dos macronutrientes (carboidratos, gordura e proteínas) na alimentação das gestantes em relação às não gestantes. A proporção ideal continua sendo 50% de carboidratos, 30% de gorduras e 20% de proteínas. Mais especificamente, os carboidratos devem ser preferencialmente complexos a partir de frutas, verduras, cereais e grãos integrais.

As gorduras devem compor menos de 10% na forma saturada, com os restantes 20% na forma de poli e monoinsaturadas. Isso quer dizer: menos manteiga, maionese, carnes gordas e mais leite e derivados desnatados e magros. As proteínas devem ser escolhidas com o objetivo de reduzir as gorduras saturadas e colesterol. Devem ser evitados picanha, contra-filé, queijos amarelos, linguiças e embutidos gordurosos.

Não há restrições na ingestão de doces, se a gestante estiver dentro do seu peso ideal. Deverão ser priorizados os menos gordurosos, como os doces de frutas e compotas.

Com relação aos micronutrientes, chama atenção as necessidade de iodo, ferro, cálcio e vitaminas durante a gestação. A suplementação adequada do sal industrializado tem resolvido os problemas da carência crônica de iodo, muito comum nas chamadas áreas endêmicas, onde a concentração da substância no solo e na água é insuficiente.

As necessidades de ferro são verdadeiramente aumentadas durante a gestação, principalmente no segundo e terceiro trimestres. A suficiência de ferro deve ser auferida no início e no decorrer da gestação para nortear a necessidade de aumentar o ferro da dieta (por meio da ingestão de carnes vermelhas e fígado) ou indicar a suplementação medicamentosa do mineral.

As necessidades de cálcio aumentam de 800 para 1200 mg na gestação e a simples elevação do consumo de leite e derivados para três porções diárias já atende a esta exigência do organismo.

A gravidez é um período no qual a mulher deve cuidar bem da alimentação, dada a importância desta medida para o bom desenvolvimento do feto e para a prevenção de complicações durante a gravidez e o parto. Não se deve apenas aumentar a quantidade dos alimentos, mas observar a sua qualidade. Portanto, esqueça a crença popular de que a gestante deve comer por dois. Por outro lado, se você já engravidou acima do peso, essa não é a hora de fazer regimes e tentar perder peso.

Fonte do Site: http://guiadobebe.uol.com.br/gestacao-saudavel-nada-de-comer-por-dois-nada-de-fazer-regime/

Os movimentos do bebê na gravidez

Você mal descobriu que está grávida e já está ansiosa para sentir o bebê se mexendo? Saiba que, para reconhecer esse grande momento, você pode ter que esperar um pouquinho.

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Quando vou sentir meu bebê mexer?

Se esta é sua primeira gravidez, talvez demore um pouco mais para você perceber os movimentos do bebê, porque é uma sensação totalmente nova. Algumas mulheres a descrevem como uma cosquinha bem de leve, por dentro, como uma borboleta batendo asas.

No caso de primeira gravidez, você provavelmente sentirá os primeiros movimentos entre 18 e 20 semanas. Quem não é marinheira de primeira viagem e já conhece a sensação costuma senti-la pela primeira vez entre 15 e 18 semanas.

Para tentar sentir, você pode comer alguma coisa e se deitar de barriga para cima, bem parada, prestando atenção. Talvez a sensação apareça.

A primeira vez que você sentir o bebê será um marco na sua gravidez. E depois aqueles movimentos tão levinhos viram chutes vigorosos, ótimos para mostrar que tudo vai bem dentro da sua barriga.

O que o bebê fica fazendo dentro da minha barriga?

Ultrassons conseguem mostrar o que os bebês fazem em cada fase da gravidez, já que a maioria dos movimentos começa bem antes de você perceber:

  • Entre sete e oito semanas, os movimentos gerais se iniciam, como viradas de lado e aqueles movimentos involuntários que parecem sustos.
  • Com cerca de nove semanas, o bebê já tem soluços, balança uma perna ou um braço por conta própria, consegue chupar e engolir
  • Com 10 semanas, ele flexiona e vira a cabeça, traz as mãos até o rosto, abre a boca e se estica
  • Com 11 semanas, a graça é bocejar
  • Com 14 semanas, o bebê movimenta os olhos.

Depois dos primeiros movimentos, que parecem asinhas de borboleta batendo, o mexe-mexe fica mais intenso e mais frequente. 

Conforme o bebê vai crescendo, a sensação muda, e você começa a sentir trancos e chutes, que vão ficando cada vez mais fortes.

O bebê não se mexe o tempo inteiro porque, como todo mundo, tem horas em que ele só quer mesmo é descansar e dormir.

Mais no finzinho da gravidez, ele passa a dormir por cerca de 45 minutos de cada vez. Pode parecer mais, porque você não necessariamente sente todos os movimentos dele. 

Veja a seguir um esquema do que esperar durante a gravidez em relação aos movimentos.

De 20 a 24 semanas

A atividade do bebê vai aumentando gradualmente. A partir de agora, o bebê terá um período mais agitado durante o dia, com muitos chutes e cambalhotas.

De 24 a 28 semanas

Pode ser que você note agora os soluços, que vão explicar os pulinhos que você vai sentir de vez em quando.

O saco amniótico contém até 750 ml de líquido nessa fase, o que permite ao bebê se movimentar bastante. Ele consegue ouvir, por isso você pode perceber que ele reage a barulhos altos.

29 semanas

Seu bebê vai começar a fazer movimentos mais definidos e menos bruscos, já que está mais contido pelas paredes da sua barriga.

32 semanas

O nível de atividade chega ao auge. Depois desta semana, você vai notar uma diminuição de movimentos, algo bastante normal devido ao menor espaço dentro do útero para ele se mexer.

Cerca de 36 semanas

O bebê pode assumir sua posição definitiva no útero, normalmente de cabeça para baixo. Isso é mais provável de ocorrer se este é seu primeiro filho, já que os músculos do seu útero e do seu abdome vão ajudá-lo a ficar no lugar. 

Se você já ficou grávida antes, seus músculos não serão tão firmes e o bebê pode ficar mudando de posição até a data do parto.

Os principais movimentos que você vai sentir são cotoveladas, chutes e joelhadas  às vezes dolorosos, quando acertam suas costelas.

De 36 a 40 semanas

Seu bebê vai crescendo e as cambalhotas vão ficando menos frequentes. Se ele estiver chupando o dedo e por acaso o dedo escapar da boca dele, você pode sentir movimentos rápidos da cabecinha virando de um lado para o outro em busca do dedo perdido. 

Nas últimas duas semanas da gravidez, os movimentos diminuem um pouco, junto com o ritmo de crescimento do bebê. Isso é absolutamente normal — mas, se algo estiver preocupando você, é sempre bom conversar com o médico.

A esta altura, o bebê já deve estar acomodado na sua bacia, pronto para a jornada de vir ao mundo. A cabeça dele muitas vezes pode parecer como se um melão estivesse fazendo pressão nos músculos pélvicos, o que torna difícil o simples ato de se sentar. 

Talvez fique mais fácil respirar ou comer, já que seus pulmões e seu estômago estarão menos espremidos. Se sua parede abdominal ficar bem fina, às vezes dá até para distinguir o pé do bebê.

Há momentos em que ele está dormindo e outros em que está acordado e ativo, justo quando você está tentando dormir. 

Esse padrão de sono da vida uterina pode acabar se mantendo nas primeiras semanas depois do nascimento, até que o bebê aprende a diferenciar o dia da noite.

Quantos chutes do bebê dentro da barriga devo sentir por dia?

Não existe um número exato de chutes por dia para se ter certeza de que tudo vai bem. 

Mesmo que você resolvesse marcar para contar para o médico, os resultados não seriam precisos e poderiam causar preocupação sem necessidade. 

O melhor a fazer é observar o padrão de movimentos do seu filho durante as horas ativas do dia. À medida que sua gestação progride, fica mais fácil entender o ritmo do bebê. 

Cada criança tem um padrão diferente de sono e atividade, mas você acaba percebendo o que é típico da sua. 

Caso note alguma mudança nesse padrão, converse com seu médico o mais rápido possível.

Ainda não senti meu bebê mexer hoje. Devo ficar preocupada?

Se você estava envolvida com outras coisas, talvez não tenha percebido o movimento. Mas, para se tranquilizar, veja alguns truques para fazer seu bebê se mexer: 

  • Deite de lado (com uma almofada ou travesseiro debaixo da barriga) e fique parada
  • Coloque as pernas para cima e relaxe; os bebês muitas vezes acabam pegando no sono com a sua movimentação e acordam quando você para
  • Toque uma música ou faça um barulho inesperado
  • Tome um pouco de suco ou coma algo doce, como um pedaço de chocolate
  • Tome alguma coisa gelada: a mudança de temperatura pode fazer com que o bebê tente “desviar” da onda fria.

Feito tudo isso, se em duas horas você não sentir absolutamente nenhum movimento, procure o obstetra.

É preferível confiar nos seus instintos: se você acha que há motivo para estar preocupada, tente falar com o médico. Um exame rápido pode tranquilizá-la.

Descubra também se é normal sentir dor no umbigo e veja como saber se você entrou em trabalho de parto 

Fonte do Site: https://brasil.babycenter.com/a1500447/os-movimentos-do-beb%C3%AA-na-gravidez