Viajando com o bebê

Vai viajar com o seu bebê? Leia as 16 dicas, fuja de apuros e garanta uma viagem perfeita

Férias, feriado prolongado e fim de semana tranquilo lembram viagem, que lembra bagagem, que lembra bebê. De fato, viajar com crianças pequenas exige atenção redobrada, mas antes de começar a se descabelar preparando a primeira, ou mais uma viagem com o seu pequeno, confira essas dicas que podem ajudar mamães a se livrarem de grandes apuros e salvar as férias de toda a família.

1 – Saúde do bebê

Antes de começar a arrumar as malas e colocar o pé na estrada, é fundamental certificar-se que o bebê não está doente. Qualquer sinal de mal estar pode colocar a tranquilidade da viagem a perder ocasionando choros que preocupam os pais e incomodam os demais passageiros. Iniciar o seu roteiro com uma visita de rotina ao pediatra pode livrar a família toda de grandes dores de cabeça. Em viagens nacionais, tenha sempre a mão a carteirinha do convênio do bebê, se ele tiver. Em viagens internacionais, recomenda-se que seja contratado um convênio apenas para a viagem, para ter a quem recorrer em casos de imprevistos. Em alguns países, a venda de remédios sem receita é proibida, então previna-se.

2 – Documentos obrigatórios

Dependendo do tipo de viagem (nacional ou internacional) alguns documentos do bebê são obrigatórios. Em viagens nacionais, leve certidão de nascimento ou documento de identidade do bebê, além de carteira de vacinação e do convênio médico. Se a viagem for internacional, além dos documentos citados, não se esqueça do passaporte que deve estar em dia, de verificar a necessidade de visto e de conferir com bastante antecedência as vacinas exigidas em cada país.

3 – Vacina contra febre amarela

Por determinação do Ministério da Saúde, a vacina contra febre amarela é exigida antes de viagens para a maioria dos estados brasileiros. Essa vacina faz parte do calendário oficial e costuma ser aplicada aos nove meses de idade. Verifique quais estados exigem essa vacina e, se o seu bebê tiver menos de 9 meses, pense na possibilidade de adiar a viagem ou mudar o destino.

4 – Autorização dos responsáveis

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, menores de doze anos devem estar acompanhados de pelo menos um dos pais ou parentes maiores de 18 anos. Para viajar com outro acompanhante, será necessário fazer uma autorização judicial com firma reconhecida. Em viagens internacionais onde só a mãe for, é preciso levar uma autorização por escrito do pai, com firma reconhecida, conforme modelo disponível no site do Tribunal de Justiça.

5 – Idade para viajar de avião

Para viajar de avião, o bebê precisa ter mais de sete dias de vida, de acordo com as companhias aéreas. Alguns médicos afirmam que o ideal é ter mais de 28 dias, mas quanto mais tempo tiver o bebê, mais desenvolvido será o seu sistema imunológico, reduzindo o risco de infecções.

6 – Tarifas de passagens aéreas

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, a ANAC, bebês menores de dois anos de idade viajam no colo, sem ocupar assento, mesmo assim podem ser tarifados em até 10% do valor da tarifa normal. Passando desta idade, é necessário ocupar um assento e o valor da tarifa é definido pela companhia aérea.

7 – Serviços oferecidos por hotéis e pousadas

Coloque o conforto do bebê entre as prioridades. Antes de fazer a reserva, cheque se o hotel ou a pousada oferecem berços, se o quarto possui geladeira ou frigobar para guardar as comidinhas do bebê e se existe microondas acessível para esquentar alimentos e mamadeira.

8 – Melhor horário para viagem

Uma dica para garantir uma viagem mais tranquila para você e para os demais passageiros é escolher o horário noturno, quando a criança costuma dormir. À noite, os pequenos já gastaram muitas energias e estarão menos dispostos a fazer bagunça.

9 – Escolha dos lugares no avião e no ônibus

Os melhores lugares para viajar com bebês em um avião são logo após as divisórias das cabines, pois são mais espaçosos. Tente chegar cedo ao check-in para escolher as poltronas deixando um assento vazio no meio. Dessa forma, se o voo não estiver lotado, haverá um espaço confortável para o bebê entre os pais. A maioria das companhias oferece berços desmontáveis para bebês, mas eles devem ser solicitados com antecedência. No ônibus, prefira a poltrona do corredor para poder circular com mais facilidade e no carro, mantenha-o na cadeirinha, além de ser comprovadamente mais seguro, evita multas.

10 – Alimentação durante a viagem

Em viagens aéreas, é permitido levar mamadeiras com leite e papinhas na bagagem de mão em quantidades necessárias durante o voo. Algumas companhias oferecem esses alimentos, mas apenas quando são solicitados com antecedência de pelo menos 48 horas.

De qualquer forma, para viagens longas o ideal é levar frutas, biscoitos, sucos de caixinha e as guloseimas prediletas da criança, de preferência acondicionadas em uma bolsa térmica. Se o destino da viagem for a praia, a bolsa térmica é essencial. Se o passeio for para outro país, saiba que muitos não permitem a entrada de alimentos, portanto, considere a hipótese de seu filho ficar sem suas marcas preferidas.

11 – Dores de ouvido e enjoos

Seja de carro ou de avião, as dores de ouvido e enjoos sempre marcam presença. Geralmente, são causados pela pressão do ar e podem ser amenizadas com amamentação e chupeta, principalmente na hora do pouso e da decolagem. Para evitar enjoos, evite dar alimentos muito quentes antes da viagem e, se for o caso, use medicação para enjoo receitada pelo pediatra.

12 – Medicação

Não se esqueça de montar um kit de primeiros socorros com analgésico, antitérmico, antigases, curativos, algodão, termômetro, repelente e protetor solar. Durante voos nacionais, só são permitidas as quantidades necessárias para usar durante o voo, que são apresentadas na inspeção de bagagem. Em viagens internacionais, também será necessário apresentar receita médica.

13 – Troca de roupas

Procure vestir o bebê confortavelmente e com roupas que sejam fáceis de tirar o colocar quando a temperatura do avião ou do ônibus oscilar. Trocar os bebês pouco antes do voo no aeroporto, pode eliminar uma troca de fraldas no avião. Quando ela for necessária, verifique a existência de um fraldário ou de um lugar onde possa fazer a troca com mais conforto. Levar uma troca de roupas para você também pode ser muito útil, caso o bebê tenha refluxo ou vômito.

14 – Para distrair o bebê

Se a viagem for muito longa, cedo ou tarde o bebê ficará entediado. Para evitar que isso ocorra, não se esqueça dos brinquedos preferidos do bebê. Eles devem ser pequenos e, de preferência, não fazer barulho.

15 – Bagagem de mão

Em vez de usar uma bolsa de mão, escolha uma mochila, que deixa as mãos livres. Nela, coloque todos os itens mais utilizados para poder pegar com facilidade seja no avião, no ônibus ou no carro: mamadeira, fraldas, chupeta, brinquedinhos. Para facilitar a vida, deixe tudo separado em pequenos saquinhos. Coloque em um saquinho um kit com 2 fraldas, lenços umedecidos e pomada, em outro roupas para temperaturas mais frias, em outro, roupas para temperaturas mais quentes. Assim, você encontra o que precisa mais rápido e só leva para o fraldário, por exemplo, aquilo que necessitar.

16 – Adapte-se à rotina

A criança pode ter dificuldades de se adaptar a um novo clima, às novas acomodações e a um novo local em si. Tente respeitar o tempo que ele precisa para se sentir à vontade, mas depois prepare-se para a possibilidade da rotina de horários do bebê ser totalmente alterada.

Depois de todas essas dicas, é só aproveitar a viagem com o seu bebê, tirar muitas fotos, relaxar e curtir com toda a família.

Fonte: dicasdemulher.com.br